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Por que continuo escrevendo mesmo quando quase ninguém lê?
Existe um momento na vida de quase todo escritor em que uma pergunta começa a aparecer com insistência desconfortável: vale a pena continuar escrevendo? Não é uma pergunta dramática no começo. Ela surge devagar. Às vezes depois de terminar um livro e perceber que poucas pessoas o leram. Outras vezes depois de enviar um manuscrito para editoras e receber silêncio como resposta. Em alguns momentos ela aparece quando você percebe que o mundo parece correr em outra direção, cada
rafamininel
6 de mar.2 min de leitura
Quantos livros um escritor consegue escrever na vida?
Existe uma ideia curiosa sobre escritores: a de que cada autor escreve apenas um ou dois livros importantes ao longo da vida. Como se cada obra fosse um evento raro, quase irrepetível. Na prática, a história da literatura mostra algo bem diferente. Alguns autores escreveram poucas obras e deixaram uma marca profunda. Outros produziram dezenas de livros ao longo da vida. Balzac, por exemplo, construiu uma verdadeira biblioteca dentro de um único projeto literário. Alexandre Du
rafamininel
6 de mar.2 min de leitura
Por que a maioria das pessoas nunca termina um livro?
Muita gente já começou a escrever um livro. A ideia aparece de repente. Pode vir de uma memória, de uma história que alguém contou, de uma cena imaginada no meio da noite ou simplesmente da vontade de criar algo próprio. No começo, tudo parece possível. As primeiras páginas surgem com entusiasmo. Os personagens começam a ganhar forma, o enredo parece promissor e a sensação é de que aquela história precisa ser contada. Mas então acontece algo curioso: a maioria dessas história
rafamininel
6 de mar.2 min de leitura
Escrever ainda importa
Escrever sempre foi, para mim, uma tentativa de entender o mundo. Não no sentido acadêmico ou teórico, mas no sentido mais humano possível: organizar pensamentos, emoções, memórias e conflitos em forma de história. Quem escreve sabe que cada livro começa com uma pergunta — e quase nunca termina com uma resposta simples. Durante anos esse processo aconteceu quase todo em silêncio. Escrever é uma atividade profundamente solitária. Horas diante de uma tela, tentando encontrar a
rafamininel
6 de mar.2 min de leitura
Por que criei um canal no YouTube?
Escrever é, quase sempre, um ato solitário. A maior parte do tempo de um escritor acontece em silêncio: diante de uma tela, de um caderno ou de um arquivo aberto, tentando transformar ideias vagas em frases que façam sentido. Durante anos foi assim comigo. As histórias surgiam, os livros eram escritos, os projetos avançavam — mas quase tudo ficava restrito ao espaço silencioso entre o escritor e a página. Com o tempo, percebi que havia muito mais coisas que eu gostaria de con
rafamininel
6 de mar.2 min de leitura
Escreve, Rafa!!! — meu canal no YouTube sobre livros e escrita
Quem escreve passa muito tempo em silêncio. Horas olhando para uma tela, brigando com frases, tentando transformar ideias confusas em histórias que façam algum sentido para outras pessoas. Durante anos esse processo aconteceu quase sempre nos bastidores. Entre um livro e outro, entre um projeto e outro, sempre ficou aquela sensação de que havia muito mais para conversar sobre literatura do que apenas as páginas finais de um livro. Por isso nasceu o canal “Escreve, Rafa!!!” n
rafamininel
6 de mar.1 min de leitura
Bastidores da Escrita: Erros que Já Cometi Escrevendo
Escrever envolve tentativa, erro e, muitas vezes, insistência teimosa em caminhos que depois percebemos que não funcionavam. Ao longo dos anos, cometi vários erros que hoje fazem parte do aprendizado e moldam minha forma atual de trabalhar. Um dos principais foi escrever rápido demais sem revisar com o mesmo cuidado. A empolgação inicial pode levar a terminar capítulos sem a lapidação necessária. Depois, na releitura, surgem inconsistências, repetições e falhas de ritmo que p
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
Bastidores da Escrita: Ideias que Abandonei (E Porquê)
Nem toda ideia vira livro. Algumas nascem fortes, cheias de energia, mas no caminho perdem fôlego. Outras continuam interessantes, mas deixam de fazer sentido para o momento em que estou vivendo como escritor. Abandonar projetos faz parte do processo criativo, embora nem sempre seja confortável. Um dos motivos mais comuns é a maturidade da própria ideia. Às vezes o conceito é bom, mas ainda raso. Falta conflito real, falta densidade emocional ou falta tempo para que aquela hi
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
Bastidores da Escrita: Como Nasce um Personagem (Principalmente os Mais Densos)
Personagens densos raramente surgem prontos. Eles costumam começar como uma sensação vaga: um incômodo, uma pergunta emocional ou uma imagem que insiste em voltar. Às vezes é um gesto observado na rua, uma frase ouvida sem contexto, ou até uma inquietação pessoal que ainda não encontrou forma racional. O primeiro passo normalmente não é definir aparência ou história. É entender a tensão interna desse personagem: o que ele quer, o que teme e qual contradição ele carrega. Per
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
Bastidores da Escrita: o Processo Criativo Sem Glamour
Existe uma fantasia persistente sobre a escrita: a ideia de que o autor senta inspirado, produz páginas brilhantes e vive em permanente estado criativo. A realidade costuma ser bem menos cinematográfica. Grande parte do trabalho é repetição. Horas olhando para a tela sem produzir nada relevante. Parágrafos inteiros descartados. Ideias que parecem geniais à noite e banais no dia seguinte. Escrever não é só criação; é insistência. A procrastinação também faz parte do processo.
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
A TRAGICOMÉDIA DE SÍSIFO E O SERTANEJO ACIDENTAL
A mente, um ninho de vespas. A concentração, uma anedota cruel. O amigo ao lado era, em menos de um nanossegundo mental, o arqui-inimigo jurado, o potencial traidor a ser estudado e destruído. Sua mente, um arquivo da dor, desembrulhava cada humilhação, cada decepção passada, transformando o mais ingênuo 'bom dia' em um cifrado ardiloso do mais pérfido gatuno. E, claro, a cortesia do sorriso — a máscara de seda do futuro algoz — era indispensável. Este grandioso ser era, afin
rafamininel
11 de fev.10 min de leitura
39 Pessoas. E Isso Já É Alguma Coisa.
O site entrou no ar discretamente. Sem grande campanha, sem anúncio patrocinado, sem expectativa inflada. Ainda assim, nas primeiras horas, 39 pessoas de diferentes lugares do Brasil passaram por aqui. Pode parecer pouco em tempos de métricas infladas, números artificiais e viralizações instantâneas. Mas não é irrelevante. Cada visita representa alguém que parou alguns minutos da própria rotina para ler, explorar, talvez se identificar com alguma palavra aqui. Para quem e
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
Sobre Continuar Escrevendo Mesmo Sem Garantias
Escrever sempre foi parte da minha vida, mesmo quando isso não tinha nome, projeto ou ambição editorial. Desde cedo, percebi que colocar palavras no papel não era apenas uma atividade criativa — era uma forma de organizar pensamento, lidar com emoções e entender melhor o mundo. Com o tempo, a escrita deixou de ser só expressão e virou também construção. Vieram histórias maiores, projetos mais ambiciosos, personagens recorrentes, ideias que pediam continuidade. Nem sempre ho
rafamininel
11 de fev.1 min de leitura
Escrever no tempo do ruído
Existe uma sensação estranha em escrever hoje: nunca tivemos tantos canais para publicar e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil ser realmente lido. A impressão é que a palavra escrita disputa atenção com tudo ao mesmo tempo — notificações, vídeos curtos, notícias urgentes, memes, crises coletivas e pequenas distrações infinitas. Isso muda a percepção de quem escreve. Antigamente, muitas experiências literárias aconteciam em ambientes mais concentrados: uma plateia no te
rafamininel
11 de fev.2 min de leitura
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